terça-feira, 10 de abril de 2012

Eu no meio dos grandes

Entre tantas personalidades tituladas professores, assessores, diretores, secretários e outros importantes no ambiente florestal estava eu, uma mera estudante em uma reunião no SEBRAE de Três Lagoas.
Sabe quando você não sabe muito do que alguém está falando? Pois foi assim que me senti do início ao fim. Acredito que boa parte das pessoas que estão estudando ainda também não saberiam e o que me contenta é que diferente dos outros, por vários motivos, estive lá disposta a ouvir e tentar absorver e entender a maior quantidade possível de informações que eram passadas.

Eu não sabia, por exemplo, o que era o Rio +20 e agora sei que é a Conferência Mundial de Desenvolvimento Sustentável e que acontecerá de 20 a 26/06 deste ano e que há 25 temas propostos pelo Brasil onde pelo menos 20 se refere ao homem e o restante se refere às florestas e até oceanos.
Também não sabia da Política Nacional de Florestas Plantadas que pelo que entendi se refere a cadeia produtiva florestal de derivados direto até seu uso na construção, por exemplo.

Eu sabia da tal Economia Verde, mas foi preciso alguém na roda dizer que era mais fácil falar do que cumprir pra poder ter essa visão, foi dado como exemplo a substituição de postes e pontes de madeira por concreto e ferro, e que até os currais estão sendo feitos de alvenaria.

Se eu fosse apontar todas as coisas que achei interessante nessa reunião eu ficaria horas escrevendo. Porém tenho a dizer que aprendi muito mais em 3 horas de conversa do que nas 30horas aula de matérias que foram feitas para discutirmos questões parecidas na universidade, pelo menos na minha.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Expectativa do retorno

Em dezembro passado quando eu soube que seria realizado o Três Lagoas Florestal logo quis ir, mas não sabia se teria condições para isso.

Reuni o máximo de coragem que consegui e mandei um email ao Robson Trevisan e após um tempo estava eu com minha passagem, uma responsabilidade e expectativa crescente.

Acho que quase matei meus pais de susto quando gritei dentro de casa o que tinha conseguido, tive que explicar como e mostrar os emails para que minha mãe pudesse acreditar e vi ali estampado no rosto dela orgulho, pode ser besteira, mas para mim foi um feito e tanto.

Na época pensei “Chegou minha hora” e talvez realmente tenha chegado porque posso não ter outra oportunidade como essa de conhecer coisas que não fazem parte da minha realidade, oportunidade de conhecer alguém que possa me oferecer um estágio fora de Patos já que minha intenção não é a de permanecer na Paraíba e preciso conhecer formas de trabalho diferente das feitas nas espécies florestais do sertão.

Hoje estou em Campina Grande, onde vou pegar o vôo para o Mato Grosso do Sul, e depois de uma ligação do Robson me dizendo que estava tendo muito trabalho e que o evento vai ser grande e cheio de coisas, a expectativa aumentou. Sinto aquele friozinho na barriga quando penso no que nos aguarda.

Minha terra nos espere de braços abertos, alguns vão ao seu encontro com enorme saudade como eu e outros vão para conhecê-la, mas quero que saiba, assim como na música, que "Meu Mato Grosso do Sul, meu canto é todo pra você".

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Oportunidade perdida

Da universidade que frequento (UFCG) apenas eu e o professor Carlos Lima iremos ao Três Lagoas Florestal, além de ir eu consegui o direito de postar no blog e ele palestrará. Tivemos a idéia de perguntar no campus entre professores e alunos quem sabia do evento e dos que sabiam por que não estão indo conosco.

Foi surpreendente saber que embora eu e o professor tenhamos dito e divulgado em nossas redes sociais, grupos da rede e conversas informais muitos ainda estavam sem saber. Os que souberam demonstraram grande interesse, porém não estavam dispostos a pagar pela viagem.

Antes mesmo do começo do semestre letivo um grupo de colegas falava em pedir ônibus na universidade, mas não levaram a idéia adiante e alguns disseram que a duração de viagem juntamente ao evento seria grande demais e que duvidavam que a faculdade liberasse e que muitas aulas seriam perdidas.

Dos professores que consegui perguntar os que sabiam também estavam no grupo da rede e outros só souberam através de meus pedidos para transferência de provas e justificativa de falta na semana do evento e acredito ter sido tarde demais para os interessados se organizarem para ir.

Vejo que alguns focam apenas nessa região, não acho que estejam tão errados já que visam o desenvolvimento florestal no sertão, mas parte significativa dos estudantes não ficará aqui depois da formação e talvez se tivessem prosseguido com o pedido do ônibus todos eles estariam indo conhecer o mercado Sul-mato-grossense e a região que tanto me encanta, mas infelizmente agora essa oportunidade foi perdida.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mudança de cenário

Quando eu era criança e viajava pelas estradas do Mato Grosso do Sul olhava atentamente para todos os lados e o que eu via? Pastagem e gado.

Em viagem recente pelas mesmas estradas a paisagem está de fato diferente, tem floresta plantada no lugar das pastagens, tem campo para floresteiros e embora eu soubesse na época que tive que me mudar para a Paraíba que o mercado ia crescer com a chegada de empresas, pude crer e ver a mudança no cenário visual e econômico na região de Três Lagoas. Pensei com aquele brilho nos olhos "Vou voltar para o meu lugar, o lugar de onde eu não deveria ter saído", pelo menos esse é o plano.

Na parte da Paraíba onde moro os produtos florestais são diferentes dos obtidos no MS, a caatinga tem estaca, lenha, carvão e mourão, por exemplo. O cerrado já oferece solos para espécies de grande porte, visto que há eucalipto em larga escala e dele extrai-se diversos produtos.

Essas diferenças acredito que são marcadas principalmente pelo clima e a disponibilidade hídrica, contando também com o tipo de solo de cada região já que aqui no sertão os solos são rasos, pedregosos, com relevo difícil para maquinários, e mesmo que se possa plantar eucalipto não seria viável em escala industrial. Há um período de seca muito grande também e não são todas as espécies que se adaptam a essa realidade.

Chega a ser irônico, mas foi necessário sair do MS para reparar e conhecer parte de seu mercado florestal e ver o potencial econômico que suas terras podem oferecer.